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domingo, 23 de maio de 2010

REFLEXÕES SOBRE O TEMPO (Eclesiastes 3.1-11)




“Matar o tempo não é um homicídio; é um suicídio”Paul E. Holdcraft

“Não tenho tempo” - é uma expressão usada com enorme facilidade hoje em dia. Mas será que isso é verdade? Será que não temos mesmo tempo? Eu concordo com a denúncia de que temos vivido dias corridos e extremamente agitados. Esses nossos dias são de enorme competitividade e individualidade. “Tu no teu cantinho e eu no meu” é quase que uma máxima universal hoje. “Cada um com seus problemas” ou “você pra mim é problema seu” como li, num dia desses em um pára-choque de caminhão, é uma evasiva de quem quer ficar na sua sem se importar com o outro em suas carências. Mas será, mesmo, que não temos tempo?

Ouvi certa vez, uma expressão com a qual não concordei de imediato, mesmo porque quem a disse era meu opositor na discussão. Disse-me ele que “tempo é uma questão de prioridade”. Como disse, de imediato não concordei, por "marrudez", mas depois, raciocinando menos passionalmente, vi que estava equivocado e que o outro estava cheio de razão: tempo é mesmo uma questão de prioridade. Resta-nos definir, nesse nosso jeito agitado e corrido de viver, quais são as nossas prioridades.

Se minha prioridade é namorar, então eu vou arrumar e tirar tempo de onde não há onde tirar tempo, para me dedicar à minha amada. Interessante é que nunca ouvi ninguém dizer que não tem tempo para namorar. Por outro lado já ouvi muitas vezes pessoas lamentando, dizer: “não tenho tempo de ler a Bíblia, de orar”.

Para a televisão sempre temos tempo. Por que? Ora, porque priorizamos aqueles momentos de ócio no qual nos deixamos hipnotizar pela telinha. Temos tempo para a Internet (e nesse particular não vemos nem o tempo passar). Sempre temos tempo para o esporte e qualquer outro lazer. Por que as coisas são assim? Ora, porque tempo é uma questão de prioridade!. Quando considero alguma coisa como prioritária, então eu ajeito daqui, arrumo dali, só para achar tempo para me dedicar a este algo.

O que mais me atrai na dialética "salomônica", (Eclesiastes 3.1-11) quanto a essa questão do tempo, é que ali ele declara que há tempo para tudo na vida. Neste mesmo livro, capítulo 11 Salomão diz que a mocidade é um tempo de alegria e de felicidade, mas de pronto, no primeiro versículo do capítulo 12, declara que Deus não pode ficar fora de tudo isso. “Lembra-te do teu criador nos dias da tua mocidade antes que venham os maus dias, e cheguem os anos nos quais dirás: não tenho neles prazer”. Eclesiastes 12.1.

Tive que me curvar diante das evidências e aceitar que tempo é uma questão de prioridade. Tive que aprender, e confesso que ainda estou aprendendo, a administrar meu tempo de tal forma que Deus não fique com o que sobra, com o resto, com o tempo dividido com o sono e espremido entre outras atividades. Aprendi, também, e muito importante, que o tempo não volta mais; ele é implacável. Ninguém faz o tempo voltar, voltando os ponteiros do relógio. Por isso, temos que fazer tudo no tempo certo, apropriado, porque se o fizermos em outra ocasião estaremos roubando o tempo que seria para uma outra atividade, uma outra realização.

Tempo é coisa que sempre temos, o que não sabemos é como administrá-lo de tal forma que possamos tirar proveito, gozar alegremente cada atividade que desenvolvemos. Salomão diz que há tempo para nascer e tempo para morrer. Isso nós bem sabemos, o que não sabemos é o que fazer com o tempo que há entre o nascimento e a morte. Na verdade eu estou convencido de que quando alguém diz que não tem tempo para isso ou para aquilo é sinal claro de que tal pessoa administra muito mal o seu tempo.

A luta contra o tempo é inglória. A cirurgia plástica mascara as rugas da pele, mas não do coração e da alma. Temos que ser aliados do tempo, tê-lo ao nosso lado, saber mais do que nunca buscar o reino de Deus e sua justiça para que as demais coisas almejadas venham no tempo que Deus quiser.

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A FAMÍLIA PERFEITA.



Não existe família perfeita. O que existe são famílias que se esmeram em busca da harmonia, da boa convivência. E temos que admitir que uma família harmoniosa, ajustada, equilibrada é um céu na terra. Depois de uma jornada de trabalho é bom saber que temos um lugar onde podemos descansar e encontrar paz.

Eu proponho quatro palavras que começam com a letra “P”, a mesma de perfeição, que muito podem nos ajudar nessa tarefa de fazer do lar, da família, um lugar abençoado, abençoador. São elas:

Planejamento: Sem planejar, vivemos a triste experiência de ter que improvisar e nem sempre o improvisado é o melhor que podemos fazer. Planejar a agenda da família, planejar as finanças. “Quem sai sem saber para onde ir, já está perdido mesmo antes de sair”. Ainda está em tempo de sentar e planejar o segundo semestre de 2010.

No planejamento compartilhamos nossos sonhos, nossos ideais. É notável observar que a maioria dos casais se conhece bem pouco mesmo estando vivendo há muitos anos juntos. Compartilhe sua agenda, suas obrigações, suas responsabilidades, seus sonhos, e juntos será mais fácil obter sucesso nas empreitadas.

Participação: Para que os projetos pré-postos sejam plenos de êxito é preciso que todos se envolvam, que cada um faça a sua parte e se houver necessidade é de bom tom que sejamos solidários nas tarefas dos outros. Edgard W. Howe disse: “Planeje seu trabalho! Trabalhe no seu plano”.

Quando compartilhamos nossos sonhos e projetos, e planejamos juntos, iniciamos um processo cooperativo pró-ativo. A participação de todos será uma vitória de todos e quando o insucesso acontece, não há culpados isolados, porque a responsabilidade é de todos.

Perseverança: O êxito exige de nós perseverança. Charles H. Spurgeon disse em tom de bom humor, é claro: “Foi pela perseverança que o caracol atingiu a arca”. No planejamento podemos antever obstáculos que podem ser contornados, ou mesmo superados. Na participação de todos, de forma perseverante, não haverá tarefa sem ser realizada.

Piedade: Piedade vem de pio, santo, puro. O lar para ser harmonioso precisa de piedade, de pureza, precisa de Deus. Assim no planejamento, a primeira pessoa a ser considerada é o próprio Deus. James D. Burns disse: “A piedade é o conhecimento de Deus na mente; a graça de Deus na alma; o amor de Deus no coração; a obediência de Deus na vida”.

Sem Deus em casa, não haverá Deus em mais nada. Deus tem que ser adorado, servido e obedecido na convivência dos cônjuges, e estes no seu relacionamento com seus filhos. Sem altar em casa, não haverá altar em lugar nenhum. O lar, a casa da gente, essa micro-sociedade chamada família nuclear, é o lugar onde treinamos e aprendemos os princípios mais elementares que irão nos equipar para vivermos de forma harmoniosa na macro-sociedade. Honoré R. Mirabeau disse: “Os sentimentos e costumes que são a base da felicidade pública formam-se no lar doméstico”.

A família que busca a perfeição precisa de planejamento, participação¸ perseverança e piedade. E o bom é que nunca é tarde para começar.