RECINTOS DO BLOG

sábado, 29 de outubro de 2011

INSIGTHS....

                         INSIGHTS - Nome estranho. Na verdade insights são máximas, conclusões a que chegamos como fruto de nossa experiência, entendimento e julgamento. São elocubrações, raciocínios conclusivos. Provérbios, podemos dizer, são insights. Os Provérbios na Bíblia são insights inspirados.

                Um insight passa pelo campo da experiência, entendimento e julgamento. Exemplificando: Estava eu dando aula em uma classe quando sempre era interrompido por um aluno que fazia piadas e gracejos de tudo. A classe se deliciava. Assim sendo, de bate pronto, tive um insight. Bati na perna dele e disse: - Cuidado meu querido aluno. Quem faz piada de tudo na vida corre o risco de fazer da vida uma piada. Misericordiosamente olhei para ele e expliquei: - Se você moteja de tudo, ninguém irá levar você a sério quando for necessário. Ele se calou e não me importunou mais. Eis aqui alguns insigths que nasceram de experiências minhas, meus entendimentos e julgamentos. Você tem os seus insights, pode acreditar....

·      “O coração que ama, nunca se despede, não parte jamais, é sempre grato e gentil, chora junto se necessário for, canta mesmo se desafinada for a voz, sorri por fora mesmo que esteja triste por dentro, oculta suas lágrimas só para o outro não sofrer e está sempre disposto a dizer.....- Tudo bem, eu entendo”

·      “Difícil é quase sempre alguma coisa que você não quer fazer e longe é quase sempre um lugar para onde você não quer ir”

·      “O amor é a chave mestra que abre todas as portas, é o remédio que cura todos os males, é a resposta a todos os anseios da alma”.

·      “Se você ama alguém e não ama outrem, você não ama ninguém. A única opção do cristão é amar a todos indiscriminada, incondicional e sinceramente".

·      "Verdade sem amor é mero legalismo"

·      "Amigos de verdade falam a verdade.... em amor".

·      “Nunca confie em quem te bajula".

·      “A essência da amizade é ser amigo de verdade, pura e simplesmente”.

·      “A gratidão é a memória do coração e o coração nunca esquece”.

·      “Quebrar ovos qualquer um pode, fazer omeletes já é bem mais difícil”.

·      “Se eu creio em milagres eu não previso de milagres para crer”.

·      “É fácil dizer como não é...o difícil mesmo é dizer como deve ser”.

·      “Ler ou não ser....essa é a questão. Eu penso que era isso que o dramaturgo inglês deveria dizer”.

·      “A felicidade não é o pote que encontramos em uma das extremidades do arco-íris. A felicidade não é um lugar onde chegamos, um destino, mas sim a jornada que empreendemos se Deus for nossa companhia”.

·      “Sinceridade na hora errada, é grosseria e falta de educação”.

·      “Ninguém constrói felicidade sobre a infelicidade alheia”.

 .    "Na verdade a condicional "se" só pode ser explicada por Deus. "Se" ele não tivesse me escolhido antes da fundação do mundo eu estaria perdido e morto em meus pecados e delitos".

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A TIRANIA DO “MAIS” - Presb. Dr. José Mauro Jordão

Lembro quando criança dos meus dois primos, sentados à mesa, medindo com os olhos a caneca de café com leite do outro para ver se tinha mais quantidade do que na sua. E se tivesse era uma choradeira pirracenta que durava enquanto não houvesse igualdade de volume, como se pela régua do olhar se definisse sua igualdade de importância com o irmão.

E assim pela vida afora crescemos rejeitando o “menos” que nos liberta e sempre buscando obsessivamente o “mais” que nos escraviza no tempo e no espaço. Sê queremos ser o que outro é, e sê desejamos ter o que o outro tem somos escravos da cobiça que nos despersonaliza e frustra. Os outros podem nos servir de modelo, porém temos de escavar mais em nós mesmos para descobrir os dons e as potencialidades que nos guiam num caminho muito pessoal de satisfatórias realizações. Nós não somos iguais aos nossos semelhantes.

 Comenta-se, talvez sem estar contido na biografia, que Assis Chateaubriand, ou “Chatô”, quando ainda adolescente, no corredor das salas de aula do colégio, batia a cabeça na parede, e dizia: “Hei de ser rico! Hei de ser rico!” O seu “mais” desesperado o fez construir um império jornalístico, mas o lado “menos” do seu organismo não resistiu e resultou numa trombose cerebral, em 1960, deixando-o, pela seqüela, paralisado e sem fala por longos e amargos anos, até sua morte em 1968. Foi velado ao lado de dois famosos quadros: o Cardeal de Velázquez e um Nu de Renoir; representando neles o seu gosto humanista das três coisas que mais amou na vida: poder, arte e mulher. O ideal realizado de riqueza do dono dos Diários Associados não se manteve no “mais” e foi se perdendo no “menos” do ocaso da vida.

A maior riqueza entesourada em nossa mente é a sabedoria de viver, e essa ninguém nos rouba, porque dela temos o prazer de compartilhar, de coração, com aqueles que vivem conosco. Caetano Veloso fez apologia do “menos”, em favor da liberdade, em sua música “Alegria, Alegria”: “Sem lenço, sem documento/ Nada no bolso ou nas mãos/ Eu quero seguir vivendo, amor/ Eu vou... Por que não, por que não?..” .

Quanto mais temos, em bens, mais tempo dedicamos a eles, com medo de perdê-los, e menos tempo para o prazer em família.  Em Mateus 6 Jesus nos aconselha no “menos”: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu.” Destes vale a pena ter mais!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ESCOLA BÍBLICA DE FÉRIAS

Como disse a Lucinda....- Pastor, a EBF está bombando.

Linguagem moderna, atual. Não quer dizer que está acontecendo um bombardeio no meio das crianças, mas sim que a Escola Bíblica de Férias (que saudades dos meus tempos de criança e das minhas ebfs), tem tido uma boa participação quantitativa e qualitativa de crianças e de "tios" que assumiram essa responsabilidade.

Muito bem gente....Criança na Igreja significa menos papagaio com cerol nos céus de Mogi das Cruzes.

Parabéns....

sexta-feira, 10 de junho de 2011

WORKSHOP - UMP 2011 - PROFISSÕES

Não fique de fora....participe.

Casamento e profissão são duas escolhas que precisam ser bem pensadas, reflitidas....

segunda-feira, 6 de junho de 2011

RUFINO – A HISTÓRIA

O lugar se chama Bom Jardim. Nome bonito, não? Ah! É um município do Estado do Rio de Janeiro bem próximo de Friburgo que é mais famoso. Hoje tem, segundo o censo de 2010, 24.474 habitantes. Não é muita gente. É um lugar bonito, Região serrana.

A Wikipédia fala  da colonização daquela região:

Os municípios da região tiveram a colonização influenciada por descendentes de alemães (Brust, Emerich, Erthal, Heckert, Klein, Miller, Schott, Hoelz), suíços (Ballonecker, Engert, Marchon, Bohrer, Marfurt, Berçot, Monnerat), Italianos, (Lattanzi, Capozi, Cariello, Guzzo, Pecci), franceses Bittencourt, portugueses Teixeira, Corrêa, Rocha, Silveira, Dias e libanesesTuffi, Abdalla.

Você viu? Balonecker. Sim, essa família de ascendência suiça veio para o Brasil se acomodou por aquelas lindas bandas e dentre os que nasceram no Brasil encontramos o querido Rufino Luiz Balonecker, filho de Constâncio Luiz Balonecker e Izabel A. S. Balonecker. Nasceu em 05 de Junho, mas foi registrado em 05 de Julho de 1916. Portanto, ontem, esse personagem da nossa história completou 95 anos de idade. Bastante tempo, vida longa, muitas manhãs e muitas noites, muitas esperanças que se tornaram realidades e outras que se foram sem nunca se concretizarem. Muitos sonhos, muita vida e consequentemente, muita lembrança e história a ser contada por filhos, filhas, noras, genros, netos e bisnetos, tataranetos.

Falando em filhos, esse nosso personagem se casou com Eugênia Palmira Moreira Balonecker com quem teve cinco filhos: Argentina (falecida), Daunilho, João, Theodomiro e Geraldino (falecido). Entretanto, aprouve a Deus chamá-la deixando o personagem de nossa história viúvo e tendo que criar quatro filhos homens.

Rufino, esse homem de Bom Jardim, contraiu núpcias com Ananizia Cesar Balonecker eem 17.11.1948 e juntos trouxeram ao mundo “as meninas”: Idérsia, Ilcélia, Genecy, Genely (falecida) e Ruth, a caçula.

   Esse homem nascido nas serras do Rio de Janeiro, foi convertido em 1950 e no dia 15.07.1951, foi batizado e feito “protestante”, “crente”, “evangélico”. Seu Batismo e Pública Profissão de Fé aconteceu no templo da Igreja Presbiteriana do Brasil em Barra Alegre. Rufino era um homem que cumpria suas obrigações. Sua palavra não precisava ser escrita. Todos sabiam que ele as honrava (Salmo 15). Por isso quando desempenhou a função de Secretário da Escola Dominical nos anos 1951/1952, eleito Diácono (1952) e em seguida eleito Presbítero exercendo o Presbiterato ali até 1963, ele o fez buscando ser excelente no cumprimento de suas atribuições. Assim sendo guindaram-lhe à honrosa condição de Obreiro indo trabalhar na Congregação do 4º Distrito de Barra Alegre. Premido pelas circunstâncias esse cidadão de Bom Jardim, mudou de Estado e passou a morar em Londrina, PR;  Nos próximos 06 anos (1963/1968) atuou na Igreja Presbiteriana de Vila Nova reabrindo os trabalhos da Congregação da Fazenda Betel.

Foi só no final da década de 60 que Rufino se mudou para Mogi das Cruzes. Por aqui chegando, filiou-se à Igreja Presbiteriana Independente. Ainda não havia IPB em Mogi das Cruzes. Foi Zelador da IPI em Mogi das Cruzes no período de 1968 a 1980 e exerceu o Presbiterato dessa Igreja do ano 1970 a 1980.

Em 1981, Rufino passou a frequentar a Igreja Presbiteriana de Mogi das Cruzes, cujo Pastor era o Rev. Osmar Serra. A IPBMC havia sido organizada em 1976. Ele é o membro de número 382, segundo consta dos registros. Foi recebido por Jurisdição Ex Offício. Não demorou muito e esse nosso cidadão de Bom Jardim, dedicado, consagrado, depois de atuar como Diácono, para o que foi eleito em 30.01.1983, é eleito Presbítero em 08.06.1986, exercendo o Presbiterato até 1991.

Destes meus quatro anos e meio de Pastorado por aqui, um dos maiores prazeres que tinha era visitá-lo. Impossível ficar pouco tempo. Impossível não ouvir histórias. Impossível será esquecer sua voz quando chamava a filha: - “Dércia” - e lá vinha a fiel escudeira e filha dedicada tentar traduzir suas histórias, às vezes anacrônicas por conta das peripécias que a idade prega a todos nós quando se trata de lembrar datas, fatos e personagens.

Na última vez que eu o visitei para Ministrar a Ceia a esse senhor de Bom Jardim, fotografei e gravei aproximadamente 50 minutos de sua fala, de seus contos e histórias. Vou guardar como um tesouro precioso e vou deixar guardado nos registros da História da IPBMC que deve se alegrar de ter tido em sua membrezia um homem cuja palavra zelou por ser cumprida. Ficamos tristes por vê-lo partir, mas essa tristeza se mistura à alegria em dizer que ele foi nosso companheiro nessa jornada que chamamos vida cristã.

Tenho tido o hábito de definir pessoas por palavras. Eu definiria Rufino com a palavra “RESPONSABILIDADE”. Uma vez ele me disse que depois que foi convertido, nunca deixou a Igreja e sempre procurou cumprir suas responsabilidades com dedicação. Isso é indiscutível. Creio que todos vimos isso. Se Rufino faltasse a qualquer atividade da Igreja, certamente havia motivo mais do que suficiente para isso. Em tudo, como pai (10 filhos), vó (16 netos), bisavó (18 bisnetos) e tataravô, (03 tataranetos), como trabalhador em funções muito simples, porém honradas, na condição de Diácono ou Presbítero, esse foi um homem que nos deixou um excelente exemplo de RESPONSABILIDADE.

Rufino é um livro de 95 páginas. Cada uma dessas páginas contém muita, muita história. Guardamos esse livro na Biblioteca das Nossas Lembranças. De vez en quando iremos abrir esse livro e nos lembrar do seu especial jeito de ver e viver a vida. Nos daremos conta que esse personagem de nossa história viveu sua lutas e foi “mais que vencedor”, “combatente valoroso e capaz que nos ensinou que a simplicidade é a mais nobre de todas as artes.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

UM DEUS CHAMADO MODERNIDADE (Carta aos Jovens Presbiterianos)

Antes de qualquer outro pronunciamento, quero deixar aqui registrado os meus parabéns mais sinceros à UMP Brasil, pela passagem do seu 75º aniversário.

Quero dizer aos Jovens Presbiterianos desse País tão lindo e maravilhoso, que oro por vocês. Tenho quatro filhos ainda jovens, apesar de serem casados e já me terem dado netos. Sei dos desafios que vocês enfrentam e talvez o maior desses desafios seja esse deus chamado modernida, ou se quisermos ser mais corretos técnica e filosoficamente, pós-modernidade.

Admito que ser jovem hoje, é bem diferente do tempo em que eu fui jovem. Eu sou do tempo em que não existia foto-copiadora, as fotografias eram em preto e branco, não havia câmeras de filmar manuais como hoje, e não tínhamos a famosa pílula anticoncepcional. Não tínhamos secadora e nem lavadora. Tudo era levado e lavado no tanque e secado ao sol, no varal. Nem imaginávamos o que seria um celular. O telefone custava uma fortuna e ter linha era sinônimo de boa condição financeira. Computador? Internet? Shopping Center? Radar Móvel, Raio Laser, TV a Cabo, Full HD? Não existia nada disso, e muito mais, naquele tempo.

Tenho, que admitir que os tempos modernos proporcionam mais conforto, maiores possibilidades de entretenimento, maiores recursos na medicina, as distâncias se encurtaram, as estradas são melhores, as informações nos são passadas com maior rapidez e em quantidade enorme, a quantidade de Universidades aumentou, chegamos à Lua (tem gente que não acredita), decobrimos a cura para alguns tipos de cânceres, produzimos a vacina contra a poliomielite, vacina da gripe. Os avanços são notáveis!

Mas, meu querido jovem; por que será que tem sido cada vez mais difícil viver nesse mundo apesar de tantos avanços? Por que será que ouvimos falar tanto em estresse, depressão, ansiedade, suicídio, drogas? Por que será que, apesar de tanto conforto (quase todos os jovens possuem um carro), negligenciamos a pontualidade? Por que será que, apesar de tantos recursos na área da comunicação, nos comunicamos cada vez menos e quando o fazemos nossa comunicação é de péssima qualidade?

Não quero ser simplista na resposta que proponho, mas creio que o mundo de hoje, por mais moderno que seja tem cometido o displante de se alienar de Deus.

Temos celular e falamos com o mundo....mas não temos tempo para falar com Deus em oração. Temos celular mas a comunicação entre nós, seres humanos não anda lá grandes coisas. É horrível quando você está conversando algo sério com alguém e o tal celular toca. Temos celular, mas não temos mais conversas em torno da mesa.

Temos a Internet, e nela lemos e vemos milhares de coisas quase ao mesmo tempo, mas não temos tempo para ler a Bíblia e meditarmos no Santo Livro.

Temos Universidades aos montões, mas a intelectualidade anda raza demais. Somos superficiais demais.

Temos carros de todas as marcas, modelos, e nacionalidades, mas não nos visitamos, e nem somos tão pontuais como deveríamos ser em nossos compromissos principalmente naqueles com Deus em sua Igreja.

Temos vacina contra a pólio, contra a gripe, contra o sarampo, e etc...mas pessoas morrem deprimidas, outras vivem estressadas e outras são vítimas da ansiedade. Temos vacinas, mas temos antidepressivos, psicó-logos e psiquiatras demais, porque o problema maior é a alma que não reconhece e nem toca em Deus.

Temos a pílula anticoncepcional, mas ao invés de usá-la como ferramenta do planejamento familiar, muitos a usam para se enxarfudar no sexo irresponsável que muitas vezes desemboca, mesmo com o uso da pílula (ou preservartivos outros), em uma gravidez irresponsável.

Temos hoje, muito mais coisas do que existiam em meu tempo de juventude, mas não temos o sorriso simples, porque sobra a malícia e a promiscuidade, simplesmente porque temos um deus chamado modernidade.

Temos tanto, mas não somos tão felizes como éramos naqueles dias de tanta carência.

Jovem (e todos os outros também)....

aproveitemos o que a modernidade tem de bom, mas não nos esqueçamos de que de todas as coisas Deus pedirá contas. (Eclesiastes 11.9,10; 12.1-7)

Rev. Mauro Sergio Aiello