Não fique de fora....participe.
Casamento e profissão são duas escolhas que precisam ser bem pensadas, reflitidas....
sexta-feira, 10 de junho de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
RUFINO – A HISTÓRIA
O lugar se chama Bom Jardim. Nome bonito, não? Ah! É um município do Estado do Rio de Janeiro bem próximo de Friburgo que é mais famoso. Hoje tem, segundo o censo de 2010, 24.474 habitantes. Não é muita gente. É um lugar bonito, Região serrana.
A Wikipédia fala da colonização daquela região:
Os municípios da região tiveram a colonização influenciada por descendentes de alemães (Brust, Emerich, Erthal, Heckert, Klein, Miller, Schott, Hoelz), suíços (Ballonecker, Engert, Marchon, Bohrer, Marfurt, Berçot, Monnerat), Italianos, (Lattanzi, Capozi, Cariello, Guzzo, Pecci), franceses Bittencourt, portugueses Teixeira, Corrêa, Rocha, Silveira, Dias e libanesesTuffi, Abdalla.
Você viu? Balonecker. Sim, essa família de ascendência suiça veio para o Brasil se acomodou por aquelas lindas bandas e dentre os que nasceram no Brasil encontramos o querido Rufino Luiz Balonecker, filho de Constâncio Luiz Balonecker e Izabel A. S. Balonecker. Nasceu em 05 de Junho, mas foi registrado em 05 de Julho de 1916. Portanto, ontem, esse personagem da nossa história completou 95 anos de idade. Bastante tempo, vida longa, muitas manhãs e muitas noites, muitas esperanças que se tornaram realidades e outras que se foram sem nunca se concretizarem. Muitos sonhos, muita vida e consequentemente, muita lembrança e história a ser contada por filhos, filhas, noras, genros, netos e bisnetos, tataranetos.
Falando em filhos, esse nosso personagem se casou com Eugênia Palmira Moreira Balonecker com quem teve cinco filhos: Argentina (falecida), Daunilho, João, Theodomiro e Geraldino (falecido). Entretanto, aprouve a Deus chamá-la deixando o personagem de nossa história viúvo e tendo que criar quatro filhos homens.
Rufino, esse homem de Bom Jardim, contraiu núpcias com Ananizia Cesar Balonecker eem 17.11.1948 e juntos trouxeram ao mundo “as meninas”: Idérsia, Ilcélia, Genecy, Genely (falecida) e Ruth, a caçula.
Esse homem nascido nas serras do Rio de Janeiro, foi convertido em 1950 e no dia 15.07.1951, foi batizado e feito “protestante”, “crente”, “evangélico”. Seu Batismo e Pública Profissão de Fé aconteceu no templo da Igreja Presbiteriana do Brasil em Barra Alegre. Rufino era um homem que cumpria suas obrigações. Sua palavra não precisava ser escrita. Todos sabiam que ele as honrava (Salmo 15). Por isso quando desempenhou a função de Secretário da Escola Dominical nos anos 1951/1952, eleito Diácono (1952) e em seguida eleito Presbítero exercendo o Presbiterato ali até 1963, ele o fez buscando ser excelente no cumprimento de suas atribuições. Assim sendo guindaram-lhe à honrosa condição de Obreiro indo trabalhar na Congregação do 4º Distrito de Barra Alegre. Premido pelas circunstâncias esse cidadão de Bom Jardim, mudou de Estado e passou a morar em Londrina, PR; Nos próximos 06 anos (1963/1968) atuou na Igreja Presbiteriana de Vila Nova reabrindo os trabalhos da Congregação da Fazenda Betel.
Foi só no final da década de 60 que Rufino se mudou para Mogi das Cruzes. Por aqui chegando, filiou-se à Igreja Presbiteriana Independente. Ainda não havia IPB em Mogi das Cruzes. Foi Zelador da IPI em Mogi das Cruzes no período de 1968 a 1980 e exerceu o Presbiterato dessa Igreja do ano 1970 a 1980.
Em 1981, Rufino passou a frequentar a Igreja Presbiteriana de Mogi das Cruzes, cujo Pastor era o Rev. Osmar Serra. A IPBMC havia sido organizada em 1976. Ele é o membro de número 382, segundo consta dos registros. Foi recebido por Jurisdição Ex Offício. Não demorou muito e esse nosso cidadão de Bom Jardim, dedicado, consagrado, depois de atuar como Diácono, para o que foi eleito em 30.01.1983, é eleito Presbítero em 08.06.1986, exercendo o Presbiterato até 1991.
Destes meus quatro anos e meio de Pastorado por aqui, um dos maiores prazeres que tinha era visitá-lo. Impossível ficar pouco tempo. Impossível não ouvir histórias. Impossível será esquecer sua voz quando chamava a filha: - “Dércia” - e lá vinha a fiel escudeira e filha dedicada tentar traduzir suas histórias, às vezes anacrônicas por conta das peripécias que a idade prega a todos nós quando se trata de lembrar datas, fatos e personagens.
Na última vez que eu o visitei para Ministrar a Ceia a esse senhor de Bom Jardim, fotografei e gravei aproximadamente 50 minutos de sua fala, de seus contos e histórias. Vou guardar como um tesouro precioso e vou deixar guardado nos registros da História da IPBMC que deve se alegrar de ter tido em sua membrezia um homem cuja palavra zelou por ser cumprida. Ficamos tristes por vê-lo partir, mas essa tristeza se mistura à alegria em dizer que ele foi nosso companheiro nessa jornada que chamamos vida cristã.
Tenho tido o hábito de definir pessoas por palavras. Eu definiria Rufino com a palavra “RESPONSABILIDADE”. Uma vez ele me disse que depois que foi convertido, nunca deixou a Igreja e sempre procurou cumprir suas responsabilidades com dedicação. Isso é indiscutível. Creio que todos vimos isso. Se Rufino faltasse a qualquer atividade da Igreja, certamente havia motivo mais do que suficiente para isso. Em tudo, como pai (10 filhos), vó (16 netos), bisavó (18 bisnetos) e tataravô, (03 tataranetos), como trabalhador em funções muito simples, porém honradas, na condição de Diácono ou Presbítero, esse foi um homem que nos deixou um excelente exemplo de RESPONSABILIDADE.
Rufino é um livro de 95 páginas. Cada uma dessas páginas contém muita, muita história. Guardamos esse livro na Biblioteca das Nossas Lembranças. De vez en quando iremos abrir esse livro e nos lembrar do seu especial jeito de ver e viver a vida. Nos daremos conta que esse personagem de nossa história viveu sua lutas e foi “mais que vencedor”, “combatente valoroso e capaz que nos ensinou que a simplicidade é a mais nobre de todas as artes.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
UM DEUS CHAMADO MODERNIDADE (Carta aos Jovens Presbiterianos)
Antes de qualquer outro pronunciamento, quero deixar aqui registrado os meus parabéns mais sinceros à UMP Brasil, pela passagem do seu 75º aniversário.
Quero dizer aos Jovens Presbiterianos desse País tão lindo e maravilhoso, que oro por vocês. Tenho quatro filhos ainda jovens, apesar de serem casados e já me terem dado netos. Sei dos desafios que vocês enfrentam e talvez o maior desses desafios seja esse deus chamado modernida, ou se quisermos ser mais corretos técnica e filosoficamente, pós-modernidade.
Admito que ser jovem hoje, é bem diferente do tempo em que eu fui jovem. Eu sou do tempo em que não existia foto-copiadora, as fotografias eram em preto e branco, não havia câmeras de filmar manuais como hoje, e não tínhamos a famosa pílula anticoncepcional. Não tínhamos secadora e nem lavadora. Tudo era levado e lavado no tanque e secado ao sol, no varal. Nem imaginávamos o que seria um celular. O telefone custava uma fortuna e ter linha era sinônimo de boa condição financeira. Computador? Internet? Shopping Center? Radar Móvel, Raio Laser, TV a Cabo, Full HD? Não existia nada disso, e muito mais, naquele tempo.Tenho, que admitir que os tempos modernos proporcionam mais conforto, maiores possibilidades de entretenimento, maiores recursos na medicina, as distâncias se encurtaram, as estradas são melhores, as informações nos são passadas com maior rapidez e em quantidade enorme, a quantidade de Universidades aumentou, chegamos à Lua (tem gente que não acredita), decobrimos a cura para alguns tipos de cânceres, produzimos a vacina contra a poliomielite, vacina da gripe. Os avanços são notáveis!
Mas, meu querido jovem; por que será que tem sido cada vez mais difícil viver nesse mundo apesar de tantos avanços? Por que será que ouvimos falar tanto em estresse, depressão, ansiedade, suicídio, drogas? Por que será que, apesar de tanto conforto (quase todos os jovens possuem um carro), negligenciamos a pontualidade? Por que será que, apesar de tantos recursos na área da comunicação, nos comunicamos cada vez menos e quando o fazemos nossa comunicação é de péssima qualidade?
Não quero ser simplista na resposta que proponho, mas creio que o mundo de hoje, por mais moderno que seja tem cometido o displante de se alienar de Deus.
Temos celular e falamos com o mundo....mas não temos tempo para falar com Deus em oração. Temos celular mas a comunicação entre nós, seres humanos não anda lá grandes coisas. É horrível quando você está conversando algo sério com alguém e o tal celular toca. Temos celular, mas não temos mais conversas em torno da mesa.
Temos a Internet, e nela lemos e vemos milhares de coisas quase ao mesmo tempo, mas não temos tempo para ler a Bíblia e meditarmos no Santo Livro.
Temos Universidades aos montões, mas a intelectualidade anda raza demais. Somos superficiais demais.
Temos carros de todas as marcas, modelos, e nacionalidades, mas não nos visitamos, e nem somos tão pontuais como deveríamos ser em nossos compromissos principalmente naqueles com Deus em sua Igreja.
Temos vacina contra a pólio, contra a gripe, contra o sarampo, e etc...mas pessoas morrem deprimidas, outras vivem estressadas e outras são vítimas da ansiedade. Temos vacinas, mas temos antidepressivos, psicó-logos e psiquiatras demais, porque o problema maior é a alma que não reconhece e nem toca em Deus.
Temos a pílula anticoncepcional, mas ao invés de usá-la como ferramenta do planejamento familiar, muitos a usam para se enxarfudar no sexo irresponsável que muitas vezes desemboca, mesmo com o uso da pílula (ou preservartivos outros), em uma gravidez irresponsável.
Temos hoje, muito mais coisas do que existiam em meu tempo de juventude, mas não temos o sorriso simples, porque sobra a malícia e a promiscuidade, simplesmente porque temos um deus chamado modernidade.
Temos tanto, mas não somos tão felizes como éramos naqueles dias de tanta carência.
Jovem (e todos os outros também)....
aproveitemos o que a modernidade tem de bom, mas não nos esqueçamos de que de todas as coisas Deus pedirá contas. (Eclesiastes 11.9,10; 12.1-7)
aproveitemos o que a modernidade tem de bom, mas não nos esqueçamos de que de todas as coisas Deus pedirá contas. (Eclesiastes 11.9,10; 12.1-7)
Rev. Mauro Sergio Aiello
sexta-feira, 13 de maio de 2011
PARABÉNS...
Quero deixar registrado aqui os meus sinceros parabéns ao Coral Feminino Cantares pela passagem do seu 2º aniversário. Agradeço, também, sua inestimável ajuda e cooperação para o meu ministério pastoral frente à Igreja Presbiteriana do Brasil aqui em Mogi das Cruzes. Um líder se sente sempre mais seguro quando seus liderados se gastam e se dedicam na busca pelos mesmos objetivos.
Aqui estão algumas fotos da festa.
Uma imagem vale mais que mil palavras.
REALMENTE FOI UMA BELA FESTA. DEUS CONTINUE A ABENÇOÁ-LAS.
Rev. Mauro Sergio Aiello
Rev. Mauro Sergio Aiello
quarta-feira, 20 de abril de 2011
OVO OU PÃO? EU PREFIRO OVO E PÃO!
Eu como ovo de "Páscoa". Na verdade nem eu e ninguém come esse ovo. Nós comemos mesmo é ovo de chocolate na época em que se comemora a ressurreição de Jesus. Mas eu sei o que é Páscoa e sei muito bem no que consiste o fato e a verdade da ressurreição do meu Redentor. E você, o que sabe a respeito?
O cristão não comemora a Páscoa. Já me pronunciei a esse respeito em outras ocasiões. Todo cristão bem informado (porque há cristãos mal informados sim senhor) sabe que o povo de Deus, Israel, ficou cativo no Egito mais de quatrocentos anos.
Muitos hebreus nasceram, viveram, procriaram e morreram no Egito e como escravos. Que situação terrível não? Os Faraós, que eram os reis Egípcios, tinham prazer em fazer o povo de Deus sofrer sob o chicote do feitor. Deve ser horrível viver em uma terra que você não pode chamar de minha pátria. Deve ser horrível não ter direito à propriedade e ser estrangeiro em terra estranha. Muitos descendentes de Jacó (Israel) deviam se perguntar sobre a razão de tal situação e o clamor por libertação devia ser constante.
Deus, então, em Seu tempo, comissionou Moisés para ser seu representante perante o povo (um tipo de profeta) e também para representar o povo diante Dele (um tipo de sacerdote). O chamado deste homem, que se deu quando ele tinha oitenta anos era específico, ou seja, ele deveria liderar o povo de Israel em sua saída do Egito e em sua jornada até a Terra Prometida, Canaã. Moisés relutou, mas aceitou a incumbência e tarefa que Deus lhe confiara.
O Faraó foi duro na queda. Ele não queria permitir que o povo de Israel (mão de obra gratuita) saísse do Egito. Deus então enviou nove pragas. Mas o Faraó resistiu. Todavia, o mais duro golpe contra o Egito, desferido por Deus, foi a décima praga – a morte dos primogênitos. Deus disse que iria passar (Pesha - Páscoa) pelo Egito e mataria todos os primogênitos, desde humanos até animais, mas nenhum israelita ou mesmo qualquer um dos seus animais seriam afetados. Deus ordenou que na casa dos israelitas fosse observado certo rito que incluía a escolha de um cordeiro (ovelha ou cabrito novo) para cada família e se a família fosse pequena poderia convidar seu vizinho mais próximo. O animal escolhido não poderia aparentar nenhum defeito nem por dentro e nem por fora e ser macho de um ano. Esse animal deveria ficar sob a guarda da família nos primeiros quatorze dias do primeiro mês do ano (Abibe). No décimo quarto dia, então, o animal deveria ser imolado, o seu sangue aspergido em ambas as ombreiras e na verga da porta. Os israelitas deveriam assá-lo e comê-lo com pães asmos (sem fermento) e ervas amargas. Deveriam comer a cabeça, as pernas e fressura (traquéia, pulmões, coração e fígado). Se houvesse sobra deveria ser queimada. Deveriam comer com lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão. (assim como se estivem prontos para sair – como foi o caso). Então, com a mortandade dos primogênitos, inclusive de sua própria casa, o Faraó do Egito permitiu a saída dos Israelitas.
Qualquer ser humano, seja de que nacionalidade for, à semelhança daqueles israelitas, nasce escravo do pecado, subjugado não ao Faraó, mas morto em seus delitos e pecados e subjugado à vontade da carne, do mundo e do Diabo. Em seu coração há um clamor por libertação. Então Deus, escrevendo a história da nossa redenção, mais uma vez intervém. Ele envia Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1.29), sacrifica-o fazendo seu sangue inocente, aspergir o madeiro. O Cordeiro de Deus morre, mas no terceiro dia, sob o poder de Deus ele ressuscita dentre os mortos. Jesus vence a morte em todos os sentidos, quebra os grilhões, liberta a todo aquele que nele crê. (João 8.32)
É isso que nós cristãos comemoramos. Comemoramos a ressurreição de Jesus, porque assim como ele ressuscitou nós também ressuscitamos espiritualmente e nascemos de novo, assim como Ele ressuscitou, nós também ressuscitaremos no último dia quando o mesmo poderoso Deus enviar Jesus seu filho e recriar novo céu e nova terra lugar de nossa eterna habitação.
Bem, quem assim crê pode comer o ovo da páscoa, que retrata um mito, porque é gostoso, mas vibra na alma porque sabe que a verdade é Jesus o pão que desceu do céu e que realmente satisfaz.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
É FALTA DE DEUS....E PRONTO.
Um louco entrou na escola e atirando com seu revolver tirou a vida de 12 adolescentes. (há outros em estado grave). Chocante! Parece que estamos vivendo no primeiro mundo porque coisas como essa só víamos acontecer nos Estados Unidos da América. Agora um tal de Wellington (não sei porque, mas acho que tenho a impressão que sempre que eu ouvir esse nome vou me lembrar desse episódio) resolveu americanizar o Brasil. Deixando essa questão de lado, não se falava de outra coisa no rádio ou mesmo na televisão. Não faltaram as famosas entrevistas dos psícólogos. Ouvi uma entrevista da irmã do tal atirador (percebe que eu reluto em escrever o nome?) na qual ela dizia que ele era quieto, ficava no computador o dia inteiro e que era bastante "estranho".
Um dos entrevistados falou a respeito da carta (estranha carta) do homicida. Uma carta escrita para instruir a respeito do seu sepultamento e o destino que deveria ser dado aos seus pertences. A carta tem um teor de radicalismo religioso, mas mesmo não sendo um psicólogo ou psiquiatra deu para perceber que o tal atirador era desequilibrado, ou para dizer de uma forma mais popular, não batia bem da cabeça.
Independentemente dessas coisas, o que nos ocorre quando nos vemos diante de um quadro desse é: o que poderíamos fazer para evitar uma tragédia como essa? Quais seriam os mecanismos que, sendo utilizados seriam fortes o suficiente para que um episódio como esse não se repetisse?
Não me sai da cabeça aquele episódio lamentável de um menino de 11 anos apenas, que foi morto com um tiro de um revolver calibre 38 já que o menino que disparou o tiro tinha acesso à essa arma que pertencia a seu pai e a levou à escola. Se houvesse um meio de impedir que armas entrassem em escolas tanto um quanto o outro caso não teria acontecido. Os bancos tem aquelas porta malucas que parecem dificultar a entrada de pessoas armadas. Bem, parece, porque eu me pergunto, como é que acontecem os famosos assaltos a banco?
Fico imaginando que a mídia é culpada. Vocês já viram a quantidade de filmes violentos que passam nos cinemas e na televisão? E o que dizer daqueles joguinhos em que o cara sai dando tiro para todo lado e fazendo jorrar sangue para todo lugar? Talvez se diminuíssimos a quantidade de filmes violentos e impedíssemos a edição de jogos de violência em computador e dos tais vídeo-games poderíamos diminuir a gana de certas pessoas fracas da cabeça e que se deixam seduzir por esse tipo de coisa. Mas sinceramente, mesmo sendo simpático a essas medidas, creio que elas não erradicariam o problema. Uma pessoa que se deixa seduzir por esse tipo de filme e esse tipo de "joguinho" já mostra uma certa patologia instalada. Essa é a minha opinião.
Lembro-me de que houve um plebiscito que consultou o povo brasileiro sobre o desarmamento no Brasil. A Wikipédia registrou o resultado desse referendo da seguinte maneira: O referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições, ocorrido no Brasil a 23 de outubro de 2005, não permitiu que o artigo 35 do Estatuto do Desarmamento (Lei 10826 de 23 de dezembro de 2003) entrasse em vigor. Tal artigo apresentava a seguinte redação: "art. 35 - É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6º desta Lei". Aí fiquei, diante do episódio do bairro do Realengo no Rio de Janeiro, pensando: será que se impedíssemos a comercialização de armas não teríamos de alguma forma impedido que esse maluco fizesse o que fez? Mas a resposta a essa pergunta também é difícil de responder.
É como diz o ditado popular: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Diante de um quadro de dor como esse de Realengo ou como aquele no Condado de Jefferson, Colorado, Estados Unidos, no Instituto Columbine, onde os estudantes Eric Harris (apelido ReB), de 18 anos, e Dylan Klebold (apelido VoDkA), de 17 anos, atiraram em vários colegas e professores, ficamos boquiabertos e aparentemente impotentes. Medidas e providencias são tomadas, mas sempre nos deparamos com eventos extremamente dolorosos como esses.
Olhamos com espanto para esses acontecimentos e somos levados pelos campos da Filosofia, mas não encontramos nenhuma resposta que nos satisfaça. O sociólogo dá sua opinião e, a despeito de algumas considerações interessantes, também não conseguem responder e aplacar nossa gana com uma resposta adequada. A Psicologia é aparentemente boa para diagnosticar, mas é pobre, muito pobre a meu ver, quando se trata de propor terapias. As vezes acerta em cheio, mas a psicologia dá cada bola fora, vide o laudo que quase permite que o tal do Champinha voltasse para as ruas depois de matar com requintes de crueldade os adolescentes Felipe Silva Caffé e Liana Bei Friedenbach. Sinceramente, o Champinha é um monstro que deve se dar por satisfeito porque no Brasil a reclusão é garantida pelos impostos recolhidos de trabalhadores honestos e dignos como é o caso dos pais de Felipe e de Liana.
Então vamos à Teologia, tentar encontrar um parecer que satisfaça. Já sei que irão me acusar de simplista, de fanático, de radical ou mesmo de aproveitar um momento como esse para expor minha teorias bíblicas tolas e ultrapassadas. Podem me rotular, mas sinceramente um indivíduo que teme a Deus, não escreveria uma carta tão idiota como aquela e nem faria o que fez. O temor do Senhor é que nos faz sábios para viver em qualquer século e enfrentar as mais difíceis circunstâncias da vida. Se aquele estudante de medicina que entrou em uma sala de cinema de um shopping e atirou com uma metralhadora matando pessoas que estavam ali, aparentemente seguras assistindo um filme, realmente tivesse um relacionamento sadio como Deus, jamais seria responsável por ato tão bárbaro.
Alguns críticos de plantão vão falar das cruzadas e da mortande perpretada por esse movimento, mas sinceramente quem faz tal alegação não conhece o Deus que eu conheço, ou seja, o Deus que se revela na Bíblia. Muito bem, já sei que muitos irão condenar meu biblicismo, que irão dizer que a Bíblia é mais um livro de religião dentre tantos que existe por aí. À esses que taís alegações fazem eu digo que devem ler esse livro para constatarem que não se trata de um livro qualquer. A Bíblia apresenta um Deus que é amor, mas que prima por justiça, e que também não economiza em misericórdia. A Bíblia fala de um Deus que é Deus e não um ser divinizado pelo homem. Esse Deus habitando com seus princípios os corações de homens e mulheres, muda de fato o curso da história de indivíduos e de sociedades. Deus não estava no coração de "Wellington" na manhã do dia 07.04.2011 lá no bairro do Realengo, com a mais absoluta certeza, apesar de ter citado Jesus em sua tresloucada carta.
Assim resta-me dizer que mais do que seguranças, desarmamento, uma boa plataforma educacional, uma sociedade que prime pela melhor distribuição de rendas e que ofereça igualdade de condições na disputa pelo espaço acadêmico ou pela fatia do mercado de trabalho, mais do que tudo isso esse mundo precisa de Deus. O Salmista escreveu: "Se o senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela". Ou seja, façam tudo que estiver ao seu alcance, mas não sejam autosuficientes ao ponto de pensar que essas coisas bastem. È preciso que Deus seja configurado, considerado, temido. É preciso que Deus esteja em cada casa determinado a agenda da família, porque se não a casa vai mal e a opção é ficar diante de um aparelho de televisão, jogando joguinhos no vídeo-game ou mesmo invadindo o espaço internético que oferece muitas coisas boas mas que está cheio de lixo, também.
Sem Deus em casa não há interesse no bem estar do outro. O que funciona é a máxima: "Cada um com seus problemas", ou "Você para mim é problema teu". Sem Deus esse mundo se torna pior do que odioso, ele se torna indiferente. Sem Deus esse mundo perde o encanto e a graça. Sem Deus esse mundo não tem sentido porque vivemos por viver, sem saber de onde viemos, por que estamos aqui e para onde vamos depois daqui, se é que há "depois daqui". Sem Deus somos seduzidos por nossos próprios recursos e nos deixamos possuir pelo orgulho e soberba diante do menor sucesso obtido, afinal de contas Deus não existe e não teve nada a ver com isso.
Sem Deus esse mundo se torna uma escola qualquer onde eu ou você podemos entrar, sacar uma arma e atirando tirar vidas preciosas de filhos e filhas traumatizando pais, avós, irmãos, irmãos.....Ah! Ok! Você vai dizer que não crê em Deus mas não faria isso que esse louco fez. Será mesmo? Você tem certeza disso? A mesma velha Bíblia diz que "..enganoso é o coração, mais do que todas as cousas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?". (Jeremias 17.9) Tenho visto e ouvido pessoas cometerem torpezas como a desse jovem e depois não saberem explicar porque agiram como agiram. E quando pessoas próximas desse tipo de gente é entrevistada elas dizem que jamais poderiam imaginar que aquela pessoa fosse capaz de agir como agiu.
Sem Deus esse mundo é doente e o pior é que não percebe essa patologia.
É a falta de Deus que faz da mídia essa porcaria chamada Big Brother Brasil e coisas do gênero. Quer maior violência do que essa?
É a falta de Deus que faz do mundo da música um ambiente barulhento e que confunde arte com gritaria, loucura encharcada de àlcool, drogas e prostituição.
É a falta de Deus que faz com que o casamento se torne uma instituição humana volátil e sem importância.
É a falta de Deus que produz religiões que confundem santidade com prosperidade patrimonial transformando esse deus em um utilitário.
É a falta de Deus que faz com que acreditemos que qualquer coisa pode nos satisfazer levando você e a mim às compras de forma irresponsável, sendo consumidos pelo consumismo.
O que aconteceu hoje em Realengo é a mais pura e nítida demonstração de que precisamos nos voltar para Deus e ouvir o que Ele tem a nos dizer em Sua Palavra. O que aconteceu hoje deve nos levar não apenas a ouvir, mas também a obedecer sem detença o que Ele nos ensina. Diz a Bíblia que os loucos desprezam o ensinamento de Deus (Prov. 1.7)Lamento e me solidarizo com as famílias enlutadas, incluindo a família do louco homicida, mas lamento também que tenhamos muito pudor para ouvir o sociólogo, o psicólogo, o educador, o historiador e continuemos a fechar nossos ouvidos para o que Deus tem a nos dizer em sua palavra.
Enquanto agirmos assim, sempre haverá Columbines e Tasso da Silveira.
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